Bares da Tijuca investem em Torres de chopp nas noites quentes do verão

Os bares e restaurantes da Zona Norte, conhecidos pelas “pré-nights”, estão ganhando forma de noitada com as novidades implantadas nos menus e nos preços. Disputando a clientela com estabelecimentos e cardápios já tradicionais, alguns bares da Praça Varnhagen, o point da Tijuca, estão com um novo atrativo: as Torres de Chopp.

Garçom do Garota da Tijuca, Arcanjo Araújo Pinto de 40 anos, fala sobre a vantagem da torre de chopp. “Ela é a mais procurada porque rende uma tulipa a mais, em relação ao preço”, explica o garçom.

A nova sensação das noites tijucanas está conquistando principalmente o público jovem, com diversão em grupo garantida, qualidade e bom preço. As torres de chopp custam entre R$20 e R$30, enquanto o avulso custa em média R$3 cada tulipa.

Rafael Augusto de 22 anos é um dos adeptos à nova moda. “Em vez de ir para noitada, enfrentar fila nas boates, prefiro estar num barzinho perto de casa, dividindo uma torre de chopp geladinha com os amigos”.

A descontração, a novidade e a praticidade vêm juntas, atraindo cada vez mais pessoas a compartilharem suas noites em volta das mesas dos bares com suas Torres de Chopp.

Torres de Chopp

Por Desirée Moreira e Márcia Nunes

O templo da empada e da boemia tijucana

Os azulejos brancos e azuis identificam um ponto tradicional na Rua Afonso Pena 189, na Tijuca. Ali funciona há 52 anos o Restaurante Salete, catecismo tradicional para quem quer conhecer a boemia do bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. O local é reverenciado pelo sabor das empadas e por ser ponto alto do happy hour da sexta-feira tijucana.

O nome da casa nasceu da devoção por uma santa de origem francesa, quando o fundador do local, José Manuel – o Manolo -, imigrou para o Brasil. “Ele trabalhou por muito tempo em um restaurante na Espanha e, quando chegou aqui, quis ter o seu próprio negócio. Então, quando fundou este espaço, deu o nome em homenagem a Nossa Senhora da Salete”, conta Hélio Diego Borneo, responsável pelo marketing do espaço.

Se o motivo para a fundação do restaurante foi religioso, hoje a gula é o pecado que responde pelo sucesso da casa. E não é por menos. O Salete tem no cardápio mais de 40 opções, entre filés, pizzas, petiscos e risotos. A tradicional empada do local – feita artesanalmente e com recheios variados – custa a partir de R$ 2,10. Segundo alguns freqüentadores, a massa que tem um sabor maravilhoso e derrete dentro da boca.

Para os clientes mais assíduos passar pelo restaurante é quase uma procissão de fé, cumprida religiosamente. “Sempre na volta da faculdade passo pelo Salete para comer pelo menos uma empadinha. Isso quando eu não levo para casa”, diz Leonardo Araújo, enquanto pedia para o atendente do balcão embrulhar quatro unidades do petisco. Para quem resolver entrar e sentar para saboreá-las, uma boa pedida é um chope gelado para acompanhar.

Quem quiser conhecer o templo da empada e ser iniciado no catecismo da boemia tijucana, o Restaurante Salete funciona de segunda a quinta, das 9h às 22h; sextas-feiras, das 9h às 23h; sábados das 9h às 20h; e aos domingos, das 9h às 18h. A casa aceita todos os cartões de crédito e faz entregas em domicílio em toda a região da Tijuca. È só pedir pelos telefones 2264-5163 e 2214-0408.

Veja algumas fotos do Restaurante Salete:

 

Juliana Machado e Renato Cozta – 7º período

Mudança nos hábitos alimentares gera uma melhor qualidade de vida

Muitas pessoas acham que comer verduras, frutas e legumes é o suficiente para se ter uma vida saudável, porém não é apenas uma alimentação regular, que faz com que um ser humano tenha uma vida estável. Para que o corpo e mente estejam em plena sintonia, é necessário que outros fatores façam parte do cotidiano de cada um. É claro que o hábito alimentar é muito importante, porém para se ter uma boa qualidade de vida, é necessário, por exemplo, a prática de exercício e beber pelo menos um litro de água por dia.

E foi exatamente isso que a dona de casa Maria Alves, de 53 anos, fez. A primeira iniciativa foi procurar uma nutricionista para ajudá-la a ter uma melhor alimentação e, orientada pela médica, também decidiu praticar exercícios físicos. “Eu queria apenas emagrecer, porém, com a dieta que ela me passou, consegui emagrecer e ter uma qualidade de vida excelente. Como de tudo um pouco e, além de caminhar, também faço hidroginástica três vezes por semana”.

Especialistas contam que atualmente as pessoas vivem com mais pressa e menos tempo, e por isso se alimentam mal e acabam não tendo como fazer qualquer atividade física. Tal caso que é muito preocupante, pois o exercício é essencial para se ter uma boa qualidade de vida, evitando no futuro algumas doenças, como a obesidade.

Outro fator que gera preocupação são os fast-foods, onde pessoas que vivem sempre na correria do dia-a-dia acabam comendo esse tipo de comida com gorduras e frituras. Para a estudante de nutrição Carolina Marinho, a alimentação é repleta de escolhas. “Torna-se necessário uma maior conscientização da população sobre os riscos de incluir estes alimentos rotineiramente em sua refeição”.

Para ajudar as pessoas em uma boa vida sustentável a Nutricionista Aline Carnevale do DiNutri (Área de Nutrição do Hospital Universitário Pedro Ernesto) dá exemplo de um cardápio simples e prático. “Um prato básico de todo brasileiro, deve conter arroz, feijão, verduras ou legumes (qualquer tipo), carne vermelha ou branca, um suco ou uma fruta cítrica para a sobremesa”. E para as pessoas que são vegetarias, Aline explica que pode substituir a carne vermelha por ovo ou então carne de soja. Confira a entrevista na íntegra.

Dicas para se ter uma alimentação saudável

• Coma quatro ou cinco vezes por dia;
• Coma devagar e preste atenção ao que come;
• Beba bastante líquido;
• Não adote dietas radicais;
• Bebidas energéticas devem ser evitadas;
• Bebidas alcoólicas são calóricas;
• Cuidado com os produtos light e diet;
• Faça exercícios físicos, como caminhar 3 vezes por semana, durante 40 minutos.

Fonte: http://www.diabetes.org.br/nutricao/dicasalimentos.php

Por Mayra Alves e Vanessa Nobre

Obra facilita acesso a São Cristóvão

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O motorista que sofria com os problemas causados pelos constantes engarrafamentos na Praça da Bandeira, agora vê uma luz no fim do túnel, ou melhor no fim da rua, pois para desafogar parte do transito no local, a prefeitura inaugurou na manhã do dia 7 de março, um novo acesso na rua Ceará para quem deseja chegar a São Cristóvão. Essa mudança visa beneficiar os motoristas que procedem do centro da cidade.

As principais mudanças feitas no trânsito do bairro para viabilizar o novo acesso foram a implantação de mão única nos seguintes trechos: na própria Rua Ceará, no trecho entre a Avenida Radial Oeste até a Rua Francisco Eugênio, na Rua São Cristóvão, entre a Rua Francisco Eugênio e a Avenida Pedro II e na Rua Eduardo Prado, da Rua Antunes Maciel até a Rua Francisco Eugênio. O novo acesso é uma alternativa a caminhos já conhecidos como a Av. Francisco Bicalho, o Viaduto Engenheiro Paulo de Souza Reis ou o Viaduto de São Cristóvão, que passa sobre a linha férrea.

Pensando nos benefícios de um maior movimento de veículos na rua, o empresário conhecido como “Zequinha” dono de uma loja de motos na região, decidiu expandir sua oficina. Para ele, aquela zona agora pode ser conhecida como um pólo de oficinas especializadas em motocicletas. “Se os meus companheiros aqui da rua estiverem pensando grande como eu, podemos acabar com essa de a rua Ceará ser um grande prostíbulo. se todos colocarem a cabeça para pensar isso aqui será a rua das motos”.

Apesar de benéfica para grande parte dos motoristas e moradores, teve gente que parece não ter ficado muito satisfeita com essa mudança na rotina do local. Morador da rua a mais de 20 anos, Renan César fica preocupado com a segurança de seu filho Matheus, de apenas 4 anos de idade. “Me dá medo pensar que agora meu filho pode sair para brincar e um carro passar ‘voado’ e atropela-lo”.

Serviço Rua Ceará

Por: Roberto Bernardo, Diego Vicente e Gabriel Peres

A interação da cidade com a floresta

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Quem gosta de natureza, mas mora na cidade, e de aventura, mas não tem muita experiência com esportes radicais, pode juntar estes dois prazeres em um só programa e bem perto de casa. No coração da cidade do Rio de Janeiro está o Parque Nacional da Tijuca e, dentro dele, a Floresta da Tijuca. A área é a segunda mais visitada do parque, perdendo apenas para o Corcovado, e tem uma grande rede de trilhas, com diversas opções de acordo com as preferências e condicionamentos físicos.

Para percorrer as trilhas é preciso autorização do parque, algumas só podem ser cursadas com guias especializados. André Camilo, um dos guias da floresta diz que as melhores trilhas são pouco visitadas, por questões de segurança. “A que eu mais gosto é a que leva ao Corcovado. O visual é incrível! Pena que quase não tem caminhada para lá. As pessoas até procuram, mas a administração do parque não deixa qualquer um ir”.

Uma das mais frequentadas é a Trilha da Cova da Onça que leva a lugares como o Açude da Solidão e Bosques dos Eucaliptos. Tranquila, a trilha passa pelo interior da floresta e o grande alvo das pessoas que fazem a trilha é chegar na ponte Pênsil, com cabos sobre um rio, que, até as enchentes que aconteceram na floresta na década de 90, era apenas um riacho. Mesmo com todos os danos que a floresta sofreu, algumas partes dela, como o pedaço da Trilha da Cova da Onça, foram favorecidas.

A estudante de Marketing Daniele Lucena já percorreu este caminho por duas vezes, pois não teve coragem de fazer outra trilha. Daniele, diz que a aventura sem “correr muito perigo” é o que a motivou visitar a floresta pela primeira vez. Hoje a tia dela, a mais velha integrante da família, também vai para o passeio. “É muito tranquilo. Claro que ela não foi a todos os lugares e quis parar antes do percurso acabar, mas está valendo. Ela é super tiazinha!”, se diverte.

Daniele conta que muitos de seus amigos não conseguiram chegar ao final da trilha. Ela mesma, na primeira vez que fez o percurso pensou em desistir. “E olha que hoje eu acho super fácil o caminho. Mas na primeira vez, dá um medo enorme. Mesmo estando com o instrutor”. Camilo diz que muitas pessoas não obedecem às regras da trilha, ou ficam dispersas e às vezes podem acabar de machucando. “Já teve um caso de um rapaz que quase caiu no barranco. Daria o maior trabalho para resgatá-lo, mas por sorte seus amigos conseguiram segurá-lo. O problema é que ele veio bagunçando muito. A trilha é pra se divertir, mas tem que ter cautela”.

Mesmo com todas as instruções antes de iniciar a jornada, muitas pessoas se ferem ou se perdem nas trihlas da floresta. Algumas por tentarem fazer o caminho sozinhas e outras por algum descuido durante o passeio. Parque Nacional não se responsabiliza por estes casos, mas disponibiliza meios para que estes incidentes não aconteçam, como por exemplo os instrutores.

Para ter mais informações sobre os passeios que a floresta oferece acesse o site do Parque Nacional da Tijuca. Lá é possível encontrar todas as trilhas disponíveis para visitantes, que não são profissionais, e horários de caminhadas guiadas.

Emanuelle Bezerra e Nathan Paroli – 7° período

Respeitável público: o espetáculo vai começar!

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Palhaços, malabares, acrobacias e mágicas… Palavras jamais esquecidas por qualquer criança que, apesar de viver no mundo dos shopping centers, dos vídeo games e das lan houses, ainda guarda na memória o fantástico mundo da arte circense.
 
Afinal de contas, quem nunca ouviu a famosa expressão “respeitável público”? Dessa forma, a Escola Nacional de Circo tem o objetivo de preservar a arte do circo e de formar profissionais preparados para o mercado de trabalho.
 
Mantida pelo Ministério da Cultura, é uma Instituição que ministra cursos regulares em dois turnos com aproximadamente 200 alunos matriculados. Com uma lona que chega a abrigar três mil espectadores, o terreno da ENC possui refeitório, salas de aula, dança, musculação e oficinas para conserto de aparelhos.
 
A assessora pedagógica da ENC, Ana Paula, afirma que a escola não tem apenas uma dimensão profissionalizante, mas também contribui para gerar nos alunos uma capacidade de agregar valores ao coletivo.
 
“Dizer que a escola tem caráter apenas profissional é ver a escola numa só vertente. É empobrecer o sentido. Porque ela é artística, educacional, social e política”, diz a pedagoga.
 
Para o aluno Nathan Ranhel, o circo transforma sem muita política e não precisa falar ou criticar algo, basta o que se vê. “Isso me encantou e por isso estou dentro. Eu já passei por teatro, por dança, mas é o circo que engloba tudo isso”, conclui o aluno.
 
Daniel Elias, formando, está na escola há cinco anos, mas devido a duas greves sofreu um atraso em seu curso. Ele é um dos vários alunos que já participaram de espetáculos por todo o Brasil e, além disso, trabalhou num circo de variedades na Arábia Saudita.
 
“Isso aqui é uma fábrica de fazer artistas que viajam para o exterior. Por ano, quase cinquenta alunos são enviados. No festival da China, mandamos um contorcionista do Borel que tirou em segundo lugar. Tem campo de trabalho, mas nosso país não valoriza”, diz o professor Pirajar Bastos.
 
Dominicue Joannon, chilena, veio de seu país para estudar no Rio de Janeiro. Na escola, ela treina na modalidade tecido e também acrobacia. “Decidi largar tudo, toda a minha vida, conforto, casa, família e país. Eu vim pra cá porque eu gosto de circo”.
 
Para ingressar na Escola Nacional de Circo, localizada na Praça da Bandeira, nº 4, é necessário passar por um concurso público, ser maior de 14 anos, estar matriculado em uma escola regular e com a saúde física e psicológica em boas condições. Além disso, a escola oferece um espetáculo gratuito para escolas públicas e instituições beneficentes na última sexta-feira de cada mês.

por Amanda Guerini e Verônica Garcia – 6º período

Alunos da Escola Nacional de Circo

O exercíco físico na “melhor idade”

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Se sua avó ainda faz crochê, esqueça. Com o crescente número de pessoas da terceira idade frequentando academias, aulas de natação e dança, elas largaram as agulhas e estão tomando conta desses ambientes. A realização de atividades físicas pela ‘melhor idade’ tem aumentado assim como a diversidade e elaboração de exercícios exclusivos para esse público. O aumento da expectativa de vida e da preocupação com o bem estar físico e mental são os principais fatores que levam a procura.

Normalmente é a partir dos 40 anos que o metabolismo humano começa a sofrer modificações e a se tornar mais lento. Isso possibilita a perda de musculatura, de densidade óssea e o acúmulo de gordura localizada. Também surge maior possibilidade de distúrbios respiratórios e cardíacos, que podem ser evitados ou minimizados com a realização de atividades físicas adequadas.

Portanto, para realizar qualquer atividade deve-se ter o acompanhamento de um médico e passar por uma avaliação física. A veterinária Maria Santos Martins, de 62 anos, começou a fazer hidroginástica no condomínio onde mora há cerca de dois anos e sentiu logo os benefícios. “Comecei a fazer hidro por recomendação da minha médica, estava com alguns quilinhos a mais e sentia dores nas costas. Perdi peso, melhorei meu condicionamento físico e me sinto muito melhor, física e mentalmente”.

Os benefícios desses exercícios vão além do condicionamento físico. Para o fisioterapeuta Anderson Leocádio, de 24 anos, o envelhecimento leva o corpo a ter diversos distúrbios que avançam gradualmente e que sem a intervenção adequada no tempo certo pode levar a graves problemas de saúdes. A inatividade do idoso só piora essa situação. “A atividade física soma mais um soldado no estímulo hormonal e imunológico. Se feita de forma coletiva age também na vida social dos idosos, de forma que possam interagir, melhorando o corpo e a mente”, afirma.

A aposentada Josefa da Silva, de 64 anos, faz hidroginástica há 1 ano numa academia e confirma a melhora na vida social. “Antes eu ficava em casa mais sozinha. Agora todo mês tem um café da manhã das alunas com os professores, vou a festas de aniversário e ainda participo de amigo oculto no Natal, na Páscoa”. Para Josefa, a atividade física além de melhorar a saúde do corpo, também serviu de estímulo para fazer novas amizades e ter uma vida social mais ativa.

Algumas pesquisas também confirmam a importância da atividade física para a manutenção da saúde. Em uma delas, publicada na revista científica Plos Medicine, médicos da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, comprovaram por meio de estudos que a expectativa de vida aumenta em 14 anos quando se têm hábitos saudáveis como não fumar, ter uma boa alimentação e, principalmente, se exercitar regularmente.

Com base nesses dados vale lembrar que alguns estabelecimentos na Tijuca, como a academia By Fit Club, a Escola de Natação Raia4 e o Centro Coreográfico da Tijuca, oferecem exercícios voltados para a ‘melhor idade’. As atividades nesses locais vão desde natação e yoga até aulas de dança, exercícios aeróbicos e hidroginástica. É só escolher o exercício que mais agrada e partir para a aula. A agulha que fique no sofá.

Ana Quintela (texto) e Isabel Gomes (vídeo) 7º Período

Projeto do MetrôRio beneficiará tijucanos

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A vida para quem mora na Tijuca e adjacências será facilitada a partir de março de 2010. Ao menos é o que prevê o projeto Metrô Século XXI, que apresenta entre as propostas o fim da atual baldeação na Estação Estácio. Com a construção da Estação Cidade Nova, já em andamento, passageiros da Linha 1 não precisarão mais disputar espaço com os da Linha 2 a partir daquele ponto.

Segundo Cristina Valente, a assessora de imprensa do Metrô Rio, a alteração será a partir da Estação São Cristóvão que ligada diretamente à Cidade Nova irá até Botafogo. A Linha 1 continuará com a circulação normal, mas sem que haja o encontro do fluxo de passageiros das duas linhas. “Um dos principais benefícios será acabar com o transbordo no Estácio, encurtando a viagem de quem vem da Linha 2 para o Centro e a Zona Sul ou no sentido contrário”. Além disto, o projeto possibilitará a circulação de mais composições e trará mais conforto aos passageiros.

A mudança já começa a mexer com a cabeça da população tijucana. O funcionário público Henrique da Rocha acredita em benefícios e maior tranquilidade ao viajar. “O trajeto de quem vai da Saens Peña ao Centro e Zona Sul será melhor, poderei respirar mais aliviado”. Para Henrique, a Uruguai facilitará para os que moram ou precisam ir até ali. “Apesar de próximas, não dá para ir a pé, sem contar que evitaremos os congestionamentos no horário de pico”, explica.

Ainda não há planta para a Estação Uruguai, pois a prioridade do momento é a finalização das obras de interligação da Linha 2. “A extensão da Linha 1 iniciará em 2012, com as obras de recuperação de 1Km de via do rabicho da Tijuca, que vai da praça Saens Peña até a esquina da Rua Conde de Bonfim com a Rua Uruguai, local da futura estação. A previsão é que esteja finalizada até 2014”, diz a assessora Cristina Valente.

Além dos moradores, este projeto também beneficiará alunos das instituições de ensino e funcionários das diversas empresas da região, principalmente nos horários de pico e em ambos os sentidos. Para a estudante de biologia da Universidade Veiga de Almeida, Cássia Teixeira, que trabalha na Cinelândia e estuda à noite, só há elogios ao novo projeto. “Será muito melhor, poderei sair do meu trabalho sem ter que pegar aquela superlotação e confusão no Estácio, que às vezes até me faz chegar atrasada nas aulas”, comemora a estudante, que desce na Estação São Cristóvão, próximo à UVA.

Projeto Metrô Sec. XXI (imagens)

Saiba mais:
O transporte metroviário foi privatizado em 1998, antes disso a construção de novas estações eram feitas pela Secretária de Transporte do Governo do Estado.
As primeiras estações foram Praça Onze, Central, Presidente Vargas, Cinelândia e Glória, em 1979.
Após a concessão, dez novas estações foram construídas, ampliando o alcance do metrô no Rio e Grande Rio.

· Por Aline Vassali e Raphael Abreu ·

Maraca é mais visitado por estrangeiros do que brasileiros

Apesar do Brasil ser considerado o país do futebol, são os estrangeiros que saem na frente dentro do Maracanã. De acordo com a Coordenadora das visitas guiadas dentro do estádio, Ana Galvão, de 43 anos, 70% dos visitantes do projeto realizado há sete anos vem do exterior. Diante desta estatística, o Agência UVA foi aos arredores do templo do futebol para entender o porquê dos brasileiros pouco prestigiarem o templo do futebol.

Você conhece a visitação guiada do Maracanã? O que pensa sobre o fato da maioria dos visitantes (70%) serem de fora do país?
 1  “Conheço o passeio e acho necessário fazer alguma campanha para haver uma maior divulgação do projeto. Assim, os cariocas poderiam conhecer mais sobre a história dos clubes cariocas, da seleção, do próprio Maracanã como um todo e não apenas se interessarem pelos jogos que acontecem no estádio.” – Maurício Oliveira, 46 anos, ex-jogador do Botafogo.

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 “Já ouvi falar da visitação, mas acredito que as pessoas não dão valor para a cultura que é realmente importante. Elas estão mais preocupadas em vir ao Maracanã para brigar, arranjar confusão e só depois assistir as partidas de futebol.” – Nadir Xavier, 64 anos, aposentada, Brasil.
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“Conheço, mas na minha opinião falta informação sobre esse projeto. Muita gente vem para os jogos, mas não sabe que acontece a visitação. Além disso, o preço é alto (R$:20,00) para os padrões brasileiros.” – Silas Soares, 32 anos, taxista, Brasil.

 4 “Sabia da visitação, mas a verdade é que os brasileiros estão acostumados a verem o futebol, a irem aos estádios e participam da história do futebol de perto, por isso creio que não há tanto interesse em pagar para visitar o Maracanã. É um passeio mais interessante para os estrangeiros ou amantes do esporte. E mesmo assim, alguns turistas acham caro e preferem não pagar.” – Victor Soares, 50 anos, guia turístico, África do Sul.
 5 “Turistas vêm mais ao passeio porque são atraídos pela beleza e infra-estrutura do Rio de Janeiro, passam pelo Maracanã e aproveitam para conhecê-lo. Não sabia da visitação até chegar aqui, mas imaginei que seria possível.” – Rashid Gray, 16 anos, estudante, Estados Unidos.
 6 “Vim passear no Rio de Janeiro e conheci o Maracanã há 51 anos atrás na final de um campeonato e voltei para rever o estádio após saber desse projeto. O Brasil teve uma história muito bonita no futebol e ainda tem. Os jogadores da seleção são conhecidos em qualquer lugar do mundo e isso chama a atenção dos estrangeiros. Estamos aqui para prestigiar toda essa tradição com a visitação.” Henriksen Aasen, 63 anos, empresário, Noruega.
 7 “Os torcedores estão mais preocupados em vir ao estádio para torcer do que para passear. A visitação chama mais atenção dos turistas.” Lucas Castillo, 32 anos, administrador, Argentina.
 8 “Eu estudo aqui no bairro e não conhecia a visitação. Falta informação. Sempre passo por aqui e não tem nada divulgando o projeto. Por outro lado, também acho que o brasileiro não busca se informar, não se interessa por sua própria cultura.” – Luiz Carlos Santos, 16 anos, estudante, Brasil.
 9 “Além de muita gente não ter conhecimento do passeio, a entrada é muito cara. O turista já vem proposto a gastar porque é algo diferente para eles.” – Ruth Aguiar, 65 anos, aposentada, Brasil.
 10 “Quem não gostaria de conhecer o Maracanã? Todos! Não sei por que os brasileiros não comparecem ao passeio, talvez seja pelo preço e não por falta de vontade.” – Catherine Lopez, 27 anos, médica, Argentina.
 11 “Sabia sim do projeto. O Maracanã está ao alcance das mãos dos brasileiros e sempre há partidas ou eventos que eles podem vir. Já para quem vem de fora do Brasil é uma novidade e vale a pena visitar.” – Humberto Páez, 32 anos, arquiteto, Argentina.
 12 “Soube devido ao pacote de viagem. O ideal para reverter essa estatística é que o preço fosse mais acessível para chamar a população a conhecer esse passeio. Entendo que há um custo com manutenção e não poderia ser de graça, mas invés de R$20 poderia ser R$5.” – Julio Neto, 48 anos, economista, Costa Rica.
 13 “Não conhecia, mas fiquei fascinado, é tudo muito lindo, bem estruturado. Não entendo porque os brasileiros não têm interesse em visitar o Maracanã, talvez devido ao preço.” – Angelo Nunez, 38 anos, cinegrafista, Chile.

 VEJA ABAIXO UM VÍDEO COM FOTOS DA “VISITAÇÃO AO MARACANÔ

 

Diogo Moraes G. Vieira & Tayná Bragança Jordão – 7º Período – Oficina de Jornalismo

Tijucanos reclamam das calçadas do bairro

 

Falta de conservação dificulta a passagem de pedestres pela calçada

Buracos que dificultam o caminhar dos pedestres, raízes de árvores que obstruem a passagem e obstáculos que obrigam as pessoas a dividir a rua com os carros resume bem como se encontra grande parte das calçadas da Tijuca.

Depois da falta de segurança, o maior motivo de reclamação dos tijucanos, na Subprefeitura do bairro, é a falta de conservação dos passeios públicos da região. Um projeto, previsto para iniciar em maio, busca conscientizar a população sobre as responsabilidades de cada um na preservação dos espaços.
Quem mais sofre são os idosos. Aos 94 anos, a aposentada Marina Teles sabe bem dos problemas causados pelo falta de conservação de algumas calçadas do bairro. “Eu nunca cai porque só ando olhando para o chão. Mas se isso acontecer, vai ser triste, porque eu tenho osteoporose e com essa idade vai ser difícil eu me recuperar”.

Já o eletricista Edvaldo Cabral, de 47 anos, não teve a mesma sorte e tropeçou em um buraco. “Eu não sei o que está acontecendo. Com certeza as ruas da Tijuca estão largadas. Falta alguém chegar aqui, olhar e consertar tudo. Falta também material e mão-de-obra para arrumar essa buracada toda”.
Segundo o chefe de gabinete da Subprefeitura da Grande Tijuca, Gilberto Balbino, a responsabilidade da manutenção e da conservação das calçadas é dos proprietários ou responsáveis pelo imóvel ou terreno. “Aqui na Tijuca, a Subprefeitura procura atuar dentro de um maior número possível de ruas da região sempre servindo como órgão facilitador entre os moradores e o poder público”.

Quantidade de quedas já começa a preocupar os médicos

A situação preocupante das calçadas da cidade está se tornando um caso de saúde pública, dada a quantidade de acidentes que causa. Não existe ainda uma estatística sobre o número de entradas em emergências e consultórios resultantes as quedas nas ruas.

O ortopedista e fisioterapeuta Vinícius Ceci Pires, afirma que está cada vez mais comum, pessoas chegarem aos hospitais com lesões ou fraturas provocadas por quedas nas calçadas. “Há dois grupos: os mais jovens que sofrem entorses no tornozelo ou ruptura de ligamentos e os mais idosos que tem lesões mais graves, até por conta da idade mais avançada. Em geral os idosos por já terem problemas de equilíbrio, sofrem fraturas no punho e no quadril, que são agravadas por já terem osteoporose”.

Projeto prevê maior fiscalização

Uma dessas ações começa a partir da primeira quinzena de maio. Esta é a época em que a Prefeitura do Rio de Janeiro promete passar a fiscalizar com maior rigidez, com o projeto ‘Conservação de Calçadas – A sua responsabilidade passa por aqui’. As Subprefeituras passarão a fazer visitas de rotina e iniciarão um programa de advertências com o objetivo de estipular prazos e identificar responsáveis pelo conserto das calçadas. Caso o acordo entre a Subprefeitura e o responsável não for cumprido, ele sofrerá sanções da Prefeitura, que incluem multas e até a cassação do alvará de imóveis comerciais.

Enquanto isso, os cariocas podem cumprir seu papel de cidadão e encaminhar qualquer reclamação para a Ouvidoria do Município ou à Subprefeitura, via e-mail (ca-tijuca@rio.rj.gov.br) ou telefone (2238-5616 ou 2571-1342). “A gente anota qual é o tipo de reclamação, envia ao órgão responsável, cobra dele se aquele procedimento é realizado e notifica de volta a pessoa que reclamou”, informa o chefe de gabinete Gilberto Balbino.

Maurício Bortoluzzi e Natália Mayrink – 7º período