Os obstáculos para superar os dilemas da vida

Desistir ou lutar? Um questionamento que muitas pessoas fazem quando estão no fundo do poço. Um problema pode abalar emocionalmente um indivíduo, levando ele a perder o sono, chorar, sofrer e até entrar em depressão. Seja qual for o motivo, de uma desilusão amorosa a perda de um ente querido, quem passa por um problema e é tomado por uma profunda fraqueza emocional tem dificuldades para dar a volta por cima.

A psicóloga e professora Fátima Pinho explica que a superação está ligada a um problema ocorrido. “Todo ser humano quando perde algo precisa de apoio seja familiar ou profissional. O problema existe para nos ensinar a lidar com ele, consequentemente para ser superado e nada como o tempo para ser o melhor remédio e cicatrizar as feridas”, explica.

A publicitária Sueli Pereira é um exemplo de superação. Após 20 anos de casamento e uma condição financeira estável, viu o mundo desabar com a separação e a divisão de bens conjugais. “Foi muito difícil aceitar toda aquela situação. Com o apoio de familiares e amigos, pensava em não desistir. Hoje posso dizer que superei aquele momento, sei que não é como antes, mas com muito esforço posso levar uma vida normal”.

 dsc09709

Entretanto não são todas as histórias que acabam com um final feliz. A aposentada Zila Vicente sofre até hoje pela perda da sua mãe. “Mesmo passados 15 anos, ainda penso como seria minha vida com ela presente. Infelizmente eu preciso de remédios para tentar levar uma vida normal”, conta Zila, que leva uma vida mais isolada na cidade de Cabo Frio, na região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Histórias como essas mostram que os indivíduos são diferentes, cada um reage de uma forma. Alguns se entregam à depressão e à tristeza, mas outros buscam o equilíbrio com ajuda de pessoas queridas e até de profissionais da saúde. “O tempo é o melhor remédio”, teoriza a psicóloga Fátima. Mas é preciso ficar atento, pois a depressão pode e deve ser tratada.

Ingrid Teixeira • 8º período de Publicidade e Propaganda

Lilia Cabral promove pré-estreia de filme na UVA

aula-inaugural-010 

“A vida é transitória, e sem definições”. Essa foi uma das mensagens passadas pelo filme “Divã”, que teve sua pré-estréia hoje, dia 23 de março, na Universidade Veiga de Almeida. Baseado no livro de Martha Medeiros, o filme tem como pano de fundo a cidade do Rio de Janeiro.

A história mostra a vida de Mercedes uma mulher que não tem do que reclamar. Aparentemente a vida dela era perfeita, o que acaba despertando a curiosidade dela mesma em descobrir o porquê de sua vida ser tão completa. É neste momento que Mercedes resolve fazer análise com o psicanalista Dr. Lopes, para descobrir o motivo de não ver nem a sombra dos seus problemas.

aula-inaugural-021

O evento foi o único realizado com a presença da atriz, que discutiu os temas relacionados à produção do longa. Este acontecimento serviu como Aula Inaugural do curso de Comunicação Social, no qual o Coordenador de Publicidade avisou que existirão outros eventos ao longo do ano. “A idéia é trazer cada vez mais acontecimentos como esse para a Veiga”, comenta.

Ao final da apresentação do filme, a atriz global debateu com o professor Guilherme Carvalhido e a professora Alípia Ramos sobre o processo de produção do longa. Logo depois foi aberta a platéia, o talk-show com Lilia, que respondeu as perguntas sobre sua carreira no teatro e na TV.

Quem quiser ver o Trailer clique aqui.

Bruno Figueiredo • 7º período

Arena Funk na UTV/NET

Gravação do Programa Arena Universitária

A última produção do Arena Universitária contou com a presença do Mc Marcinho e do Mc Bob Rum. Para a alegria dos rapazes a dançarina Iane, mais conhecida como Mulher Filé, também esteve presente. A gravação do programa foi realizada no pátio interno do Bloco A da Universidade Veiga de Almeida na sexta-feira, 13 de março.

Questões sobre a evolução do etilo do funk, a diferença entre as antigas melodias e as atuais e até mesmo a versão do funk gospel, para os evangélicos, foram pautas da discussão.

Mc Marcinho explicou a adaptação que as músicas tiveram em relação à expressão e falou sobre a modificação da linguagem para atrair e conquistar do público jovem.

“Existe uma linha muito pequena entre o que toca e o que faz sucesso. No funk, é quase impossível você não ver uma música estar nas ‘paradas’ [de sucesso]”, comenta.

Mas o programa não ficou somente no debate. Os convidados alegraram a platéia com diversos sucessos, entre eles “Glamurosa” e “Tudo é festa”.

O programa vai ao ar no próximo sábado, 21 de março, às 17h, no Canal Universitário (UTV), canal 11 da NET (Rio de Janeiro).

Ingrid Teixeira • 8º período de Publicidade e Propaganda

Premiação para o melhor trote solidário

Cabeças raspadas, caras pintadas e “brincadeiras” vexatórias aos poucos deixarão de fazer parte da recepção aos calouros nas universidades. Pelo menos é o que pretende a Fundação Educar DPaschoal ao realizar o Trote da Cidadania, uma iniciativa que premia os três melhores projetos de trotes solidários de instituições superiores de ensino por todo o País. Ainda há tempo para concorrer, pois as inscrições para 2009 estão abertas até 1º de abril.

Cartaz Trote da Cidadania

A Educar visa estimular, no processo de integração entre calouros e veteranos, a prática de ações sociais, o desenvolvimento de campanhas educativas ou qualquer outra iniciativa que traga benefícios sustentáveis à comunidade. Entre os critérios para avaliação, estão o impacto social da atividade desenvolvida, o plano de ação e a sustentabilidade, além do envolvimento da própria instituição de ensino.

Não há limite de participantes por grupo, porém, apenas seis integrantes poderão representá-lo (quatro veteranos, um calouro e um professor) na cerimônia de premiação. O primeiro colocado será contemplado com uma viagem de turismo consciente. O segundo levará para casa um laptop e o terceiro, uma filmadora. Os 25 melhores pontuados no Trote da Cidadania serão convidados da Fundação Educar DPaschoal para um workshop universitário.

A organização do projeto recebe, em média, 50 inscrições por edição. E este número tende a crescer, principalmente, devido à crescente repercussão negativa que os trotes violentos têm adquirido na mídia nacional. O universitário Laio Figueiredo, de 20 anos, é um dos interessados em abraçar o Trote da Cidadania. “A ausência de humilhações e bebedeiras forçadas garantem um ambiente melhor para as pessoas se conhecerem”, afirma o estudante de Economia da Universidade Federal Fluminense.

O trote solidário não deixa de ser divertido. Muito pelo contrário. Os veteranos exercitam a criatividade; valores positivos são agregados à imagem da universidade; o calouro se depara, desde o primeiro dia letivo, com noções de cidadania, ética e solidariedade; e, principalmente, uma parcela da sociedade é beneficiada. Ou seja, é interessante para todas as partes.

Genilson Coutinho, formado em Letras pela Universidade Salvador (UNIFACS), orgulha-se de ter participado do Trote da Cidadania e, mais ainda, por ter conquistado o terceiro lugar na edição de 2007. “Tenho trazido essa experiência na minha vida: a essência de ser cidadão, de poder contribuir para a melhoria da nossa cidade e, principalmente, entender que a vivência universitária vai além dos muros da universidade”, comenta Genilson.

Prêmio Trote da Cidadania

No mundo cada vez mais globalizado, onde é possível chegar ao outro lado do planeta em horas, minutos ou até mesmo segundos, sobra cada vez menos tempo para reparar naqueles que estão do nosso lado. Iniciativas como o Trote da Cidadania ainda são raras e divulgadas abaixo do necessário. Porém, sua mensagem ultrapassa barreiras: bem vindo ao mundo solidário.

Thales Porto – 6º período

Em busca do reconhecimento profissional

mosaico31

“Dizem que as mulheres são um sexo frágil, mas que mentira absurda”. Esse verso escrito por Erasmo Carlos tem sentido. As mulheres são fortes, resitentes e batalhadoras. Mas essa constatação vem de muito tempo atrás. No dia 8 de março de 1857, em Nova Iorque, mulheres protestaram por melhores condições de trabalhos e aumento dos salários, e como retaliação foram mortas dentro da fábrica em que trabalhavam.

Esta tragédia deixou como herança o símbolo da luta feminina em busca de reconhecimento profissional. Mas, com o passar das décadas as mulheres foram alcançando espaço no mercado de trabalho, e hoje em dia desempenham profissões que antes eram realizadas somente por homens, como motoristas de ônibus, de caminhão, eletricistas, mecânicos entre outras ocupações.

Para a química Alessandra Souza o trabalho é uma parte muito importante na vida da mulher, pois a posiciona profissionalmente no mercado de trabalho. “Com o meu emprego me sustento e faço o que quero sem depender do meu marido. Isso há 50 anos atrás era bem difícil de acontecer”, afirma. Casos como o dela comprovam a situação favorável em torno da independência feminina.

E as conquistas obtidas por elas foram muitas ao longo dos anos, pois, conseguiram o direito de votar, fato que era restrito aos homens, além de romper com o paradigma de que existia trabalhos específicos para mulheres e homens. Mas, atualmente a disputa é de igual para igual nas oportunidades de empregos.

Com a consolidação do mercado, o surgimento de novas indústrias, e com as novas tecnologias as mulheres começaram a ocupar um espaço importante na sociedade. Fato este, que faz com que a secretária Sueli Pereira confirme que o emprego é de extrema necessidade para o reconhecimento profissional e também para auto-estima feminina. “O trabalho faz com que eu me sinta útil para mim e para a sociedade”.

Diante disso, neste domingo, dia oito de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data é uma forma de homenagear todas as mães, tias, primas, avós e irmãs deste país. E para a funcionária pública Teresa Serqueira este dia concretiza as muitas barreiras vencidas em torno das causas feministas. “O dia das mulheres é todo o dia, mas a data oito de março reforça a importância delas na sociedade”, enfatiza ela.

 

Aline Batista • 7º período

Fanfictions: A cultura na internet

fanfictions1

Escrever histórias com personagens e lugares baseados em outras obras. Essa é a proposta das Fanfics, abreviação da palavra inglesa “Fanfiction” (ficção criada pelos fãs).  Esse hobby muito comum entre jovens se popularizou com a chegada da Internet, e levou fãs de todo o mundo a buscarem nos livros a inspiração para criar seus próprios contos e romances.

Para ser um ficwriter (escritor de Fanfiction) basta ter criatividade. Alguns preferem seguir o rumo das obras originais, apenas cobrindo os espaços deixados em branco. Outros criam caminhos completamente diferentes, chegando até a mudar o desfecho das histórias. No Brasil, admiradores de Star Wars, Star Trek e Sailor Moon foram os primeiros a compartilhar seus textos, mas foi com a chegada da série Harry Potter, da escritora britânica J.K. Rowling, que a “onda” pegou, e até hoje as histórias baseadas no “bruxinho” de olhos verdes são maioria na web.

Um exemplo é a estudante de letras Jéssica Oliveira, 20 anos, que se aventura pelas fics de Harry Potter desde 2005, e sob o apelido de Morgana Black já publicou cerca de 25 textos. Ela conta que a atividade chegou a se tornar um vício, e só não escreve mais porque não tem tempo. “Eu acho que foi um marco bem importante para mim, pois pude desenvolver as minhas habilidades como escritora. Foi um exercício muito proveitoso e prazeroso mesmo”, garante.

Apesar de grande parte das histórias violarem as leis de direitos autorais, a maioria dos escritores vê essas atividades como um elogio. É o caso da própria Rowling, que disse à BBC News que se sente muito lisonjeada em saber que há tanto interesse pela série. Mas nem todos gostaram da idéia. A escritora Anne Rice, de “Entrevista com o vampiro”, pediu que as Fanfics baseadas em suas obras fossem retiradas do ar, além de ter empreendido uma verdadeira “caça às bruxas”, alegando que fics criadas com seus personagens a deixam muito chateada.

Isso, entretanto, não impediu os fãs de continuarem escrevendo. É o caso da estudante Laís Barcelos, 18 anos, que publica suas histórias, na maioria sobre o trio Lestat, Louis e Claudia, sob o apelido Shinny. Ela conta que não se preocupa com as ameaças de Rice e que na verdade nunca tinha pensado no assunto. “Eu acho que mesmo que ela corra atrás de todos os autores que escrevem com seus personagens, ela não pode pegar todos, fora que ela não se daria ao trabalho de pesquisar aqui no Brasil”.

Mas nem só de livros vivem as Fanfics. Navegando pela web é possível encontrar sites com histórias baseadas em todo tipo de obras, desde filmes, como “Piratas do Caribe” e “O poderoso Chefão”, passando por programas de TV, como a série CSI, e até Animes e Mangás, como Inuyasha, e qualquer pessoa pode se cadastrar , ler e escrever as histórias. Quem sabe esse não era o empurrão que estava faltando para você treinar a sua criatividade?  

Paula Penedo de Carvalho • 7º período