Mulheres Guerreiras

Lava roupa todo dia, que agonia! Essa frase conhecida por milhares de pessoas serve como base para resumir que o trabalho de casa pode ser mais cansativo do que aquele que se exerce na rua. A rotina de acordar cedo todo dia, fazer o café do marido e dos filhos, verificar se os uniformes estão alinhados, preparar merenda, fazer almoço, lavar a roupa e o banheiro, fazer as compras, pegar os filhos na escola, dar o lanche da tarde, fazer a janta, colocar os filhos para dormir e, enfim, descansar para que no dia seguinte tudo recomece da mesma maneira que o dia anterior permite que as mulheres sejam guerreiras profissionais. A diferença é que durante esse tempo novas poeirinhas irão surgir para dificultar ainda mais o trabalho das donas de casa.

    É no exercício dessa profissão, não remunerada, que dona Mariana Diniz, de 37 anos, comanda toda uma desorganização realizada pelos seus pequenos Ricardo e Juliana e por seu marido Júlio Medeiros Netto, que trabalha fora para sustento da família. Mariana comenta já ter entrado uma vez em uma difícil depressão devido à rotina do serviço caseiro. “Quando escuto uma conversa e percebo que as pessoas reclamam por estarem cansadas ao vir do serviço fico conversando com os meus botões que devo ser feita de aço, pois trabalho tanto quanto elas, mas com uma grande desvantagem: não saio de casa e não ganho salário pelo que faço”, comenta a matriarca.

    Mesmo com todo o desgaste, Mariana encontra um grande apoio por parte de seu marido Júlio. Segundo ele, sua esposa consegue ser duas coisas ao mesmo tempo: uma excelente e dedicada mãe e uma mulher super companheira. Casados há mais de 13 anos eles se respeitam na divisão das responsabilidades. “Sei que meu marido tem que correr atrás do sustento dos nossos filhos. Acho que é por isso que acabo passando por cima de meu cansaço e tento fazer com que minha família se sinta bem cuidada por mim”, confessa.

    Também profissional do lar, a secretária Lucy Marques, de 60 anos, dribla essa dura ocupação para se dedicar à casa, aos seus filhos, ao marido e à sua profissão remunerada. Com uma carga horária meio desregrada, Lucy tenta se organizar para que nada falte em casa. “Apesar de trabalhar na parte da tarde, ainda sim, religiosamente, tenho que sentar um pouco com meus filhos para brincar e ver seus cadernos e deveres. Sou mãe e não há tarefa existente no mundo que seja mais importante do que cuidar da minha prole”, declara emocionada.

    Mesmo com todas as satisfações e mazelas diárias, as donas de casa, na sua grande maioria, acham que é um desrespeito à mulher não receber um salário por tudo que se faz dentro de uma casa. “Para mim, eu que sempre cuidei do lar sozinha, já tenho ficado um pouco desanimada com a falta de reconhecimento dessa atividade”, confessa Mariana. Segundo ela, é um trabalho como outro qualquer e merece um dia ser reconhecido e respeitado por todos.

por Daniela Machado • 7º período • 25/4/2008 (Jornalismo Digital)

Durma-se com um barulho desses

Todas as noites, o mesmo drama. Travesseiro sobre a cabeça, vira para lá, vira para cá, cutuca daqui, cutuca de lá. E já se foi meia hora de incessante combate. Para a auxiliar de enfermagem Liliane de Souza, 38 anos, assim foi o primeiro ano casada com o caminhoneiro Humberto de Souza, 46 anos. “Eu tentava, mas o que deveria ser prazeroso se tornou uma sessão de tortura. Acordado ele é um amor mas, dormindo, uma britadeira!”

    Pois é: de acordo com a pesquisa feita pela Universidade de Surrey, no Reino Unido, o drama vivido por Liliane é comum. Os dados apontaram que as mulheres perdem até cinco horas de sono por semana devido ao ronco do parceiro. A neurologista Dalva Poyares, membro do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em entrevista ao portal Delas, comentou que, geralmente, são os homens os que mais sofrem desse mal: em média eles roncam duas vezes mais do que as mulheres.

    O motivo, segundo a especialista, pode ser hormonal e constitucional, já que a distribuição da gordura masculina acumula-se na região central do tronco, diferentemente das mulheres. Mas é importante ressaltar que elas também roncam. O livro “O Guia das Curiosas”, de Marcelo Duarte e Inês de Castro, conta que o ruído durante o sono pode acontecer com ambos os sexos, e a variação existe de acordo com a idade. Após os 60 anos, por exemplo, o número de homens e mulheres que roncam se iguala. São cerca de 40%, de acordo com a publicação.

    Para os especialistas, o ronco ocorre não só pela predisposição masculina, pelo período pós-menopausa das mulheres e pelo fato das vias aéreas ficarem mais flácidas com o tempo. Ele pode ser causado por excesso de peso, posicionamento de mandíbula ou obstrução parcial das vias aéreas superiores. Medicamentos relaxantes, bebidas alcoólicas, o fumo e hábitos alimentares inadequados também favorecem o ronco.

    Se o ronco é muito alto, há dores de cabeça, falta de disposição e sonolência ao longo do dia, mesmo depois de horas de descanso. Aí é bom procurar ajuda de um profissional. Uma das doenças relacionadas ao ronco é a apnéia (paradas respiratórias durante o sono).  Esse mal pode elevar a pressão arterial e desencadear doenças cardiovasculares. Assim, além de problemas de saúde, certos cuidados podem evitar medidas como a que o casal Liliane e Humberto, lá do início, precisaram tomar. Há três anos decidiram dormir em quartos separados.

por Daiana Soares • 8º período • 28/4/2008 (Jornalismo Digital)

A gente quer comida, diversão e arte

Costumes e expressões artísticas de um determinado grupo social. Um verdadeiro cartão de visita de cada pedaço do planeta. O Rio de Janeiro, terra da bossa nova, do carnaval, de Di Cavalcanti e Noel Rosa é considerado um dos principais pólos culturais do Brasil. Apesar de nem todo mundo estar satisfeito, o estado é referência como um solo fértil para as mais diversas manifestações.

A aposentada Conceição Cantanhede, de 65 anos, tem intensa vida cultural. Além de gostar de música, a moradora da Zona Sul assiste a três ou quatro filmes por semana em cinemas de rua e centros culturais. “É ótimo, pois o Rio oferece opções para qualquer dia”.

Assim como ela, a universitária Cynthia Rachel Lima, de 23 anos, também está engajada na questão. Facilmente encontrada na Lapa – bairro conhecido pela diversidade cultural – já atuou em peças de teatro e também participa de iniciativas no setor. “A importância dessas mobilizações está em colocar as pessoas no seu verdadeiro eixo”.

De acordo com Paulo Roberto Menezes, do Conselho Estadual de Cultura, a Lei do Incentivo Fiscal atribui o Certificado de Mérito a iniciativas no setor e impulsionou a atividade cultural no estado. “O projeto é uma importante forma de patrocínio e já permitiu que 70 milhões de reais fossem integralmente utilizados para o devido fim”.

Apesar disso, o Rio não escapa das críticas. As principais reclamações são a respeito dos preços dos espetáculos e da divulgação ineficaz. “As pessoas não têm conhecimento do que acontece de interessante”, diz Cynthia. Na opinião de Marcos Barbosa, diretor e fundador do jornal carioca Folha Cultural, apesar de gratuitas, atrações como os shows realizados nas praias não expressam a verdadeira essência do lugar. “Em alguns pontos do Brasil, cultura é religião. O mesmo não acontece aqui”.

Além disso, a culpa pela falta de interesse de grande parte da população é atribuída ao governo, que não se compromete o suficiente em facilitar o acesso às atrações. “A cultura é o alimento da nação. Não se envolver com ela é como uma doença”, diz Marcos. Por outro lado, Roberto Menezes explica que a indiferença é um hábito cultivado historicamente. Segundo ele, para mudar esse quadro, o governo estuda o aumento do investimento financeiro para o setor. “Investir em cultura é nosso compromisso”.
Por Milena Almeida • 7º Período • 10/3/2008 (Jornalismo Digital)

Jornalismo e multímidia

A jornalista Raquel Almeida ministrou hoje, 24 de abril, na Universidade Veiga de Almeida a palestra sobre o tema “Jornalismo Multimídia”, tendo no conteúdo, interação entre redações, o novo profissional, e a narrativa multimídia.

Raquel Almeida

“É preciso treinar todos que trabalham na redação. Pois eu acredito que não é possível existir alguém perfeito em tudo”. Conta Almeida sobre o motivo de ter começado os cursos internos sobre as etapas existentes no site.

“Nós não queremos fazer um vídeo idêntico à TV, porque sabemos que o leitor quer algo diferente, sempre tentamos imaginar se o público alvo vai se interessar em vê-lo. Além de pensar em como afetará outros meios”. Fala a gerente de conteúdo do O Globo Online sobre o aspecto que escolhe ao fazer os vídeos.

Ao falar sobre o que os vídeos precisam ter, a jornalista visou dez aspectos, entre eles, priorizar o melhor recurso, entregar o máximo de recursos disponíveis e buscar um nível técnico elevado e de qualidade.

No final da palestra, ela ainda falou sobre a interação que está sendo feita entre os meios do Globo, mostrando exemplos de como é a relação entre os jornalistas de outros jornais em paises, como Alemanha e Dinamarca.

Tribo do RPG invade a UVA

Jogos de RPG no pátio da UVA (Sandro Miranda)

Esqueça toda aquela imagem estereotipada que parte da mídia atribui a eles: os amantes dos Role-Playing Games, mais conhecidos como RPG’s, são pessoas dos mais variados perfis, que não tem nada de introvertidos ou anti-sociais, como muitos apregoam. Prova disso foi o sucesso do Dia D RPG, evento realizado nos dias 17 e 18 de maio, no campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida.

“O objetivo do evento é desmistificar a idéia marginalizada que infelizmente o RPG ainda tem. Queremos mostrar para o público em geral que não se trata apenas de um jogo, mas sim de algo relevante tanto social quanto culturalmente”, revelou Diego Lopes, um dos organizadores do Dia D.

 

O evento atraiu não apenas os jogadores clássicos de RPG, mas também pessoas interessadas nas palestras e discussões que o tema gera. Pouca gente sabe, mas o RPG possui fundamentos que vão muito além das cartas e dados; ele aprimora conhecimentos sobre Arte, História, Física e Culturas Gerais.
Em meio à animada jogatina, em que pessoas de todas as idades participavam democraticamente, havia stands, onde se podia comprar livros e revistas especializadas em RPG, além de jogos e miniaturas dos personagens mais conhecidos da galera. Um prato cheio para os fãs apaixonados, como o estudante Rodolfo Langhi. “Sou jogador há dez anos. RPG pra mim é tudo!”, sintetizou.

Alguém ainda duvida que o RPG veio para ficar?

Curso de Comunicação recebe jornalistas e roteirista

A aula inaugural do Curso de Comunicação Social recebeu nessa segunda-feira, 27 de agosto, o jornalista e professor Antônio Brasil e a roteirista e documentarista Joana Nin para a palestra – A experiência de “Visita Íntima”.

Joana falou sobre os desafios do comunicólogo dos quais o mais importante é pesquisar e
 
ousar, e ainda comentou que o profissional de comunicação deve ser uma antena sempre ligada, buscando refletir as mudanças sofridas no mundo.

“Visita íntima”, curta de 15 minutos produzido por Joana foi exibido no auditório para debate. O filme trata do cotidiano das esposas de presidiários e levanta a questão: “O que faz uma mulher livre escolher um presidiário para desenvolver um relacionamento amoroso?”

“Foi um trabalho de muita persistência, pois ia para a porta da prisão somente para conversar e conhecer um pouco da vida daquelas mulheres”, conta a diretora. Depois de tanto persistir a jornalista inscreveu o roteiro em um concurso promovido pela Petrobrás, onde foi vencedora e recebeu 64 mil reais para produzir o curta.

Diante de uma diversidade de histórias o documentário não se ateve à vida dos presos, mas sim a de suas mulheres, o que incitou o interesse dos alunos. “Todos os depoimentos do documentário, foram de uma sensibilidade incrível e a palestra não abordava a violência dentro das prisões, mas sim o lado do amor, quase nunca explorado”, Névia Rocha, 18 anos, 1º período de Jornalismo.

“Uma palestra que realmente nos mostra como o campo dos documentários é fascinante e que é necessário ter conhecimento e preparo para fazer um documentário”, Bruno Figueiredo, 19 anos, 4º período de Jornalismo.

(Nathan Paroli • 4 º período)

Veiga de Almeida inaugura WebTV com gravação ao vivo

O Centro Multimídia da Universidade Veiga de Almeida lançou no último dia 11 a WebTv da UVA. Em uma solenidade realizada no auditório, alunos, funcionários e convidados assistiram à cerimônia de inauguração que contou com a presença do reitor Mário Veiga de Almeida Jr.

Em seu pronunciamento ele lembrou que o principal estímulo para a concepção do projeto foram os alunos e incentivou o trabalho de todos os que colaboraram para a existência da Web. “Fico muito orgulhoso, muito feliz em ser o reitor de uma universidade de gente que tem tanta competência”, parabenizou.

A Diretora da TV UVA, Mônica Miranda, explicou que a data foi escolhida por comemorar o dia do estudante e da televisão e que o objetivo da web é integrar todos os cursos em sua programação. “Nossa meta é fazer com que cada curso tenha uma participação na web e possa disponibilizar o conteúdo para os alunos em sala de aula”.

Após a cerimônia os presentes assistiram a gravação de três entrevistas com as bandas Scracho, Dr. Silvana e Banana Dance, para os programas UVA Music e Primeiros Passos. O conteúdo é todo produzido e apresentado pelos alunos do curso de Comunicação Social, com a supervisão de profissionais e pode ser acessado no endereço www.uva.br/tvuva.

Por Paula Penedo • 6º Periodo • 13/8/2008